A minha pitoquinhas!
Gabriela, 3.450 g, 50 cm, 15.06.2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Amamentação - parar ou não?
Eu estava sempre sozinha com a Gabriela o dia todo nos últimos 2 meses. Entretanto, as férias em Portugal mudaram tudo. Lá toda a família do meu marido ficava a minha volta e o Aires (marido) também. Foi o momento de ser observada pelas outras pessoas relativamente a tudo que eu fazia com a Gabriela e de ser julgada no meu papel de mãe. Claro que o primeiro dos questionamentos foi quanto a alimentação. Desde o nascimento da Gabriela que eu estava praticando a livre demanda. Embora o pediatra e a enfermeira infantil tenham sempre dito para alimentá-la de 3 em 3 horas, eu nunca fui capaz de manter esse esquema rígido. A Gabriela chorava 1 e meia até 2 horas após ser alimentada. E as mamadas dela duravam muito tempo (quase uma hora), porque ela sempre mamava e dormia, dormia e mamava. O meu marido sempre reclamava dessa situação, mas como éramos só nós dois, ficava a minha vontade contra a dele. Eu me desdobrava para dar a Gabriela o leite que eu achava que ela precisava. O meu dia era recheado de mamadas e colo. Muito colo. Tanto que meu braço esquerdo (o braço do bebê) ficava constantemente doendo. Apesar do sacrifício, eu não queria que a minha filha chorasse e não fosse atendida. Eu queria construir uma relação de confiança com ela. Queria que ela sentisse que havia alguém ali para ela. Para confortá-la, amá-la, atender às suas necessidades. Li em algum lugar que esses primeiros meses são importantes em estabelecer a relação mamãe-bebê e eu sempre sonhei em ter uma relação muito próxima com a minha filha e lhe oferecer amor incondicional para que ela se torne autoconfiante.
Tendo em vista esse pequeno projeto pessoal, eu não me arrependo de ter ficado com a mina filha no colo e no peito o tempo que ela achasse necessário. Claro que o julgamento das outras pessoas me irritava, mas eu não falava nada para responder as pequenas insinuações de que ela não estava sendo bem alimentada - afinal, ninguém tinha nada a ver com isso e eu não ia ficar discutindo opções pessoais.
Mas... a Gabriela parou de fazer cocô. De um bebê que fazia cocô três vezes (ou mais) por dia, ela passou para zero - por três longos dias. Eu fiz de tudo - massagem, gotas anti-cólica, estimulação anal - mas nada. O pior é que ela não parecia incomodada ou com dores. Embora estivesse um pouco chorona. Foi aí que a minha autoconfiança como mãe de primeira viagem começou a ser bem abalada mesmo. Caramba, se a menina mama e mama e quer mamar sempre mais e não faz nenhuma caquinha, ela só pode estar mau alimentada. Tive que dar o braço a torcer.
Corre para farmácia então para comprar leite. Para minha tristeza, a Gabriela não rejeitou as mamadeiras. E com elas, ela voltou a fazer cocô. Eu não parei de amamentar por conta disso, mas os intervalos maiores entre as mamadas deram chance do meu peito encher mais de leite. E fomos seguindo assim, alternando uma mamadeira e uma mamada e durante a madrugada só peito mesmo (para não acabar com o sono da mãe).
As últimas 3 semanas tem sido assim - mamadeira e peito. A Gabriela engordou mais de 600 g nessas últimas semanas - já é mais que o peso que ela ganhou no segundo mês. Tudo tranquilo então. Ela não tem rejeitado o peito, mas já houve 2 vezes em que ela não quis mamar no peito, e chorou até eu dar a mamadeira. Nessa última semana, no entanto, tenho tido a impressão que o leite está querendo ir embora - meu peito tá no geral molinho, não fica mais duro com o leite.
Como não quero desmamar total, vou continuar colocando ela ao peito pra ver se estimula a produção. Eu queria continuar amamentando pelo menos de manhã e a noite. Não faz sentido eu forçar muito a amamentação agora, pois em duas semanas vou voltar a trabalhar... Mas mesmo sendo pouquinho, eu queria continuar com a amamentação da minha bebê.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Notícias de Portugal
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Viagem para Portugal!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Bom, como eu disse no post anterior, a Gabi foi para a segunda consulta com o pediatra. E foi dia de tomar vacina - duas injeções enormes, uma em cada perna. Essas duas vacinas cobrem 7 doenças - entre elas hep B, polio, pneumonia, difteria, e outras que já esqueci - e ela vai ter que repetir a dose aos 4 meses. Ela chorou bastante na hora, chegou a ficar toda vermelha. Mas também se acalmou rápido no colinho da mamãe. É de dar dó, porque a pernina dela até ficou meio inchadinha onde ela levou a picada. Mas ela não teve febre - na minha opinião ficou um pouco quentinha e sonolenta nesses últimos dias, mas não passou disso.
Ela continua fofíssima e carinhosa. Sorri e adora brincar de tentar agarrar o móbile. E de se balançar no BabyRelax.
Ontem até tomou banho sem chorar (vou te contar que essa menina não gosta de tomar banho??? eu não sei por quê? e ela é o único bebê que parece odiar o tal balde - tem medo horrível de ficar lá dentro).
Tomara que isso mude a medida que ela for crescendo, porque eu simplesmente acho banho uma coisa tão gostosa - e também queria que ela gostasse de água, que se divertisse a brincar lá dentro. Eu não sei se ela pegou algum trauma. Ela é meio medrosinha e basta água passar no rosto dela que algumas vezes ela se engasga. Talvez seja daí o medo, né? Mas eu não vou desisitir não minha gente, eu vou sempre tentar reverter esse medinho.
Bom, é provável que eu tenha pouco tempo de postar nessas 2 semanas que estão para vir. Mas sempre que for possível darei uma passada aqui para atualizar o blog e s epossível visitarei os blogs que gosto de acompanhar!
Beijos a todos - nós vamos ir aproveitar o verão!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Cheirinho de neném
Eu tô viciada no cheirinho do meu neném. É um cheirinho assim de suor de bebê, com babinha, óleo perfumado mamãe bebê da natura, e leitinho do peito. É um cheiro muito delicioso. É o cheiro da minha cria. E quando você cheira aquele cangote e o seu bebê olha e sorri com aquela banguela toda pra você? É demais – bom demais!!!!
Falta quatro dias para a Gabriela completar 2 meses. Apenas 2 mesinhos e parece que ela esteve aqui a vida toda. Parece que a gente se conhece faz tempo, muito tempo. Eu já nem lembro bem da vida sem ela. E nem consigo imaginar um futuro onde ela não esteja.
*************************************************************
Acho que o relacionamento mamãe & bebê nessa etapa começa a ficar muito rico – os laços de amor começam mesmo a se estabelecer e agora parecem que vão fazendo um nozinho, apertadinho, que deixa a gente com a certeza de que o amor é grande demais.
Eu sei que todo mundo deve se perguntar, como assim, você não amava sua filha desde o primeiro momento??? Amava sim, mas num sei dizer, agora parece que começa a ir para outro nível. Antes do bebê nascer é um amor de imaginação. Você fantasia isso e aquilo, carinhas e beicinhos, braços e abraços, personalidade, festinhas de aniversário e presentes do dia das mães feitos de papel e macarrão. Quando o bebê nasce, vem a realidade e ela não é igual ao sonho. O bebê dorme demais e você se desespera porque ele não come. Ou dorme de menos e você está morta de cansada. Ou basta deitá-lo na cama/berço/carrinho e ele abre o berreiro e você fica com ele no colo o dia todo. E ele chora por outros motivos que você não sabe (e esse não saber é desesperante, afinal é uma coisinha tão pequena a berrar, sofrer, ali na sua frente). Enfim, você se sente esmagada pela realidade e fica desiludida e com dúvidas – to fazendo certo? Será que não entendi o que o meu bebê precisa?
Coisas que fazem mesmo parte dessa maternagem, e acredite, no começo você não sabe mesmo e vai ter que ir testando um truque atrás de outro – e nessas horas vale a pena trocar figurinhas com outra mães reais ou virtuais, perguntar pro médico/enfermeira, ver vídeos no youtube ou googlar, tudo pra aumentar o leque de variedades – até que você vai entrando em sinc com o bebê e aprende um pouco da linguagem dele. Aí sim, começa essa outra fase em que você sente mais mãe – só você sabe por o neném calminho, e entende os diversos tipos de chorinhos e resmungos. Daí você se sente mesmo uma mãe eficiente – você não se questiona mais tantas vezes porque não consegue fazer o seu bebê feliz. Não, agora você sabe arrancar muitos sorrisinhos de felicidade! Ver assim o seu bebê tão feliz vai solidificando o amor, tornando aquele sonho de maternidade menos surreal, mais tangível. Pronto, mesmo quando o bebê resolve acordar de hora em hora de madrugada, você não se sente tão miserável – você começa a pensar no que pode estar afetando o bebê, você começa a falar a língua dele e dá um desconto – dá mais um carinho e sente que o seu pitoco/pitoca retribui.
Isso não tem mesmo preço.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A nossa estréia na Blogosfera
Eu sou a Ale, mãe da Gabriela, e esse blog é voltado para a experiência da maternidade que eu estou a descobrir com a minha filhota.
Desde as últimas semanas de gravidez, eu vinha acompanhando diversos blogs de mamães. Eles serviram de curso de preparação, de conselheiros, de aprendizado. Agora minha bebê tem quase 2 meses e eu resolvi começar a registrar/partilhar algumas das minhas experiências. Assim, quem sabe, alguém pode se beneficiar das minhas estórias, ou mesmo a minha filha um dia possa ler e ver as delícias e dificuldades do caminho que eu percorri com ela.
Agora que sou mãe, redescobri muitas coisas: me aproximei mais de Deus (eu que tinha deixado a religião bem de lado...), pois nos muitos momentos em que me senti perdida, eu pedi a Deus para proteger a minha bebê, para guardá-la da dor - quando eu claramente nada podia fazer - para me dar paciência e força; descobri também mais formas de carinho (o sorriso de um bebê é o carinho mais gostoso do mundo!) e uma nova forma de amor (que é esse tal amor de mãe); redescobri todos os meus medos (porque a gente fica com medo dos acidentes domésticos, da maldade no mundo, das nossas próprias fraquezas); e acho que estou tendo mais insight sobre a condição humana e assim melhorando enquanto pessoa.
Tudo isso leva a gente a querer partilhar, contar as alegrias e tristezas desse percurso. Espero que essa seja ainda mais uma oportunidade de crescer com essa experiência!
***********************************************************************************
Sobre o nome desse blog:
A Gabriela desde que nasceu ouve vários apelidinhos carinhosos que lhe dou dependendo da ocasião, do nosso momento - pitocas é um dos que mais gosto de chamá-la. É um tal de: vem aqui minha pitocas!; chamou a mamãe, pitocas?; num chora, minha pitocas!
O apelidinho evolui naturalmente de pequena, pequenina, pequetita...
Além desse eu uso muitos outros como pipoca, flor, coração pequenino, guiii (por causa do barulhinho que ela faz com a boca quando começa a balbuciar!) e titi (porque esse faz ela rir muito)... enfim os apelidos carinhosos dessa pitocas não têm fim...
Só espero que ela não cresça assim muito depressa, tornando o apelido totalmente obsoleto!
